(rev. 16/08/2022)
O cuidado com a moldagem e modelo antagonista é essencial no processo de confecção de próteses, um modelo bem confeccionado reduz significante o trabalho de ajustes antes da instalação. Os erros mais comuns com relação a estes modelos são:
Moldar sem cuidado. É a realização da moldagem sem a preocupação com sua precisão. Usando materiais baratos e de baixa qualidade, manipulando sem seguir a recomendação do fabricante, de forma totalmente intuitiva, com certeza é um dos principais fatores para obter um modelo de baixa qualidade, que tem como resultado: modelos com superfícies repuxadas que comprometem o processo de articulação, e modelos frágeis que se desfazem conforme são manipulados e usados em ajustes.
Verter o molde sem cuidado. É processar a moldagem sem realizar a higienização necessária, com gesso de baixa qualidade e sem os procedimentos necessários com relação a mistura com água e espatulação. Cuidar da moldagem sem cuidar da produção do modelo, é um fator que compromete a qualidade do modelo também.
Usar gesso de baixa qualidade. Existe diversos gessos e cada um tem uma aplicação ideal, os gessos tipo II e III não são de baixa qualidade, mas eles são ideias para outras finalidades, também nem todo o gesso especial tipo IV é excelente para a produção de modelos. Um bom gesso é aquele que tem alta dureza (resistência a abrasão), mínima alteração dimensional após a presa final, fluidez suficiente para que escoa sobre a moldagem com facilidade, e superfície final com lisura. Não é necessário investir no gesso mais caro, mas investir em um bom gesso, que pode render diversos modelos se houver cuidado para não ocorrer desperdícios, é um investimento baixíssimo que pode agregar muito durante o processo de trabalho.